08 julho 2018

ANEEL MANTÉM BANDEIRA VERMELHA MAIS CARA NAS CONTAS DE LUZ DE JULHO

Com patamar dois, no mês que vem, tarifa continua com um adicional de R$ 5,00 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos

A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) anunciou que as contas de luz vão continuar com a bandeira vermelha em seu segundo patamar no mês de julho.

Com a bandeira vermelha no patamar dois, no mês que vem, a tarifa continua com um adicional a cada quilowatts-hora (kWh) consumidos. É o segundo mês consecutivo em que a bandeira vermelha em seu segundo patamar vigora.

De janeiro a Abril, vigorou a bandeira verde, que não tem custo adicional. Em maio, foi adotada a bandeira amarela, que adicionava R$ 1,00 a cada kWh consumidos.

De acordo com a ANEEL, a manutenção da bandeira vermelha patamar 2 em julho se deve às condições hidrológicas desfavoráveis e à tendência de redução no nível de armazenamento dos principais reservatórios do País. Essa situação elevou o risco hidrológico (GSF) e o preço da energia no mercado de curto prazo (PLD), indicadores que determina a cor da bandeira.

O sistema de bandeiras tarifárias leva em consideração o nível dos reservatórios das hidrelétricas e o preço da energia no mercado à vista. Na bandeira verde, não há cobrança de taxa extra. Na bandeira amarela, a taxa extra é de R$ 1,00 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. No primeiro patamar da bandeira vermelha, a cobrança é de R$ 5,00 a cada 100 kWh.

O sistema de bandeiras tarifárias sinaliza o custo da energia gerada e tem o objetivo de possibilitar aos consumidores o uso consciente de energia elétrica. Anteriormente, o custo da energia era repassado às tarifas uma vez por ano, no reajuste anual de cada empresa e tinha incidência de taxa básica de juros, a Selic. Agora, esse custo é cobrado mensalmente e permite ao consumidor adaptar seu consumo e evitar surpresas desagradáveis na sua conta de luz. A ANEEL deverá anunciar no dia 27 de julho a bandeira tarifária que vai vigorar no mês de Agosto.

Fonte: O Estadão

30 abril 2018

ANEEL MANTÉM VALORES DO SISTEMA DE BANDEIRA TARIFÁRIA. MÊS DE MAIO JÁ TERÁ AUMENTO DE BANDEIRA AMARELA

Conforme anúncio feito na última terça-feira, dia 24/4, a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) irá manter os valores atualmente praticados em seu sistema de bandeiras tarifárias na conta de luz.
Isso significa que, para cada 100 kWh consumidos, os brasileiros continuarão pagando os adicionais R$ 1,00 (bandeira Amarela), R$ 3,00 (Vermelha – Patamar 1) e R$ 5,00 (Vermelha – Patamar 2).
É válido lembrar, entretanto, que essa tabela de valores mantida havia sido atualizada de forma excepcional em novembro do ano passado, quando os reservatórios das hidrelétricas do todo país atingiam níveis nunca antes vistos.
Funciona assim: em períodos de pouca chuva, por exemplo, quando os reservatórios das hidrelétricas ficam mais vazios e é preciso acionar mais termelétricas para garantir o suprimento de energia no país, são acionadas as bandeiras, amarela ou vermelha, de acordo com o custo de operação das termelétricas acionadas.
Devido aos períodos de chuva, de janeiro até abril deste ano os consumidores estavam isentos de cobrança adicional, quando então vingava a bandeira verde, porém em Maio os consumidores já devem se preparar para a nova bandeira em vigor: amarela.
Além de manter os valores das bandeiras, a Aneel também anunciou mudanças nas regras para o seu acionamento, o que fará com que elas fiquem mais condizentes com os níveis dos reservatórios e a real situação do setor elétrico.
Isso, embora passa parecer benéfico, na verdade deverá pesar no bolso do consumidor, uma vez que deverá aumentar a quantidade de vezes em que a bandeira vermelha é acionada.
De acordo com uma simulação feita por técnicos da própria Aneel, caso essas novas regras de acionamento estivessem válidas em 2017, os consumidores teriam pago bandeira vermelha durante todo o segundo semestre, ao invés dos dois meses em que esteve em vigor.
Por: Ruy Fontes - Blue Sol

25 abril 2018

CONTA DE LUZ MAIS CARA: ENQUANTO SALGADO REAJUSTE DAS DISTRIBUIDORAS ENCARECE FATURAS, A SOLUÇÃO FICA MAIS BARATA E VIÁVEL

Devido à secas e mau planejamento passados, reajuste tarifário periódico das distribuidoras deixará Conta de Luz Mais Cara para milhões de consumidores de energia do país em 2018. Enquanto isso, a solução que já livrou milhares de brasileiros desta cobrança fica mais barata e viável.
O quarto ciclo de revisão tarifária das distribuidoras feito pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) irá deixar, novamente, a conta de luz mais cara para os consumidores brasileiros em 2018.
Realizado para manter o equilíbrio econômico-financeiro dos contratos das distribuidoras do país, este processo é realizado em intervalos de quatro anos e engloba os consumidores de quase todo o país.
O reajuste médio que foi praticado em distribuidoras das regiões Sul, Sudeste e Nordeste, de 15%, ficou bem acima do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) estimado para 2018, que é de (3,95%).
Segundo um estudo do Instituto Ilumina, no entanto, isso não é novidade e vem ocorrendo desde 1995, com a tarifa média nacional praticada subindo 50% a mais que o IPCA.
Nessa revisão periódica são levados em conta seis itens: encargos setoriais, custos de transmissão, custos de aquisição de energia, distribuição, componentes financeiros e a correção de reajustes anteriores. 
A falta de chuva e o acionamento de usinas térmicas, mais caras do que as hidrelétricas, além da falta de planejamento do setor, foram os motivos alegados pela Aneel para esses reajustes que deixarão a conta de luz mais cara. 
Quem mais irá sofrer com isso são os consumidores residenciais, atendidos em baixa tensão, que tiveram os maiores reajustes, como os atendidos pela CPFL Paulista, que tiveram reajuste de 20,17%, da Enel Rio (21,46%) e Cemig (22,73%).
E, enquanto dicas para economizar energia são dadas pelas próprias distribuidoras e órgãos do setor, consumidores antenados nas novas tecnologias têm apostado naquela que é a melhor solução para fugir dessa crise.

Economia de Dinheiro, Não de Energia.  

No entanto, energia é algo cada dia mais essencial em nossas vidas, então, se está cada vez mais caro comprar energia da rede elétrica, porque não produzir a própria energia?
Pois é exatamente isso o que milhares de consumidores têm feito por todo o Brasil, usando para isso a fonte energética mais abundante em nosso país: a luz do sol.
Através da instalação de placas solares no telhado, assim como outros equipamentos que compõem os chamados sistemas solares fotovoltaicos, é possível captar a energia proveniente da luz e transformá-la em energia elétrica.
E, como são conectados e funcionam em paralelo à rede elétrica, o consumidor que possui o sistema pode fazer a troca da energia gerada pela energia que consome da rede, dessa forma conseguindo economizar até 95% na conta de luz no fim do mês.
Mais de 26 mil unidades consumidoras em todo o país já participam desse sistema, chamado de compensação de energia elétrica e criado pelAneel em sua resolução normativa 482, de 2012.
Essa regulamentação foi o que propiciou a expansão do segmento de geração distribuída no país, que é caracterizado pela geração de energia pelo próprio consumidor, próxima ao local de consumo ou neste mesmo.
Um sistema fotovoltaico residencial
Dessa forma, é possível ao consumidor ficar imune à essa inflação energética e, ainda, obter um retorno sobre o investimento mais rápido, pois este é diretamente influenciado sobre a tarifa de energia.
E, graças a forte disseminação da tecnologia e expansão da sua cadeia produtiva nacional, puxada também pelos projetos de usinas solares, os preços dos equipamentos tem apresentado uma depreciação anual que torna os sistemas cada vez mais acessíveis ao consumidor final.
Segundo estudo do segmento de geração solar distribuída feito pela Greener, os preços dos equipamentos para sistemas apresentaram queda média de 24% de 2016 para 2017, enquanto o serviço de mão de obra caiu 36% no mesmo período.
Além disso, outro fator que têm permitido a consumidores passarem a produzir sua energia pela solar são as linhas de financiamento específicas.
Recentemente o governo liberou um aporte inédito de R 3,2 bilhões para linhas de financiamento exclusivas para a implantação de sistemas fotovoltaicos, com juros mais baixos e prazos de carência e pagamento atrativos, permitindo muitas vezes ao consumidor pagar as parcelas com o valor economizado na conta de luz.
Uma vez que essa situação do setor elétrico nacional não apresenta sinais de melhoras, espera-se um número cada vez maior de consumidores transicionando para a geração própria.
Por: Ruy Fontes - Blue Sol

23 abril 2018

MICRO INVERSOR SOLAR GRID TIE

O Micro-Inversor é um inversor solar grid tie miniaturizado, dimensionado para atender painéis solares individualmente.


19 abril 2018

ENTEC SOLAR VISITA FÁBRICA DE EQUIPAMENTOS FOTOVOLTAICOS


A Balfar Solar foi a primeira fábrica a surgir no Paraná de painéis e estruturas de sistemas geradores fotovoltaicos residenciais

No dia 23 de março, a equipe da Entec Solar compareceu em Paranavaí na Balfar Solar, fábrica de equipamentos fotovoltaicos. Compareceram alunos, representantes e colaboradores da Entec, totalizando 51 pessoas.
O objetivo da visita foi compartilhar com os profissionais envolvidos o processo de montagem dos kits, além da realidade da indústria que atua no setor de energia solar fotovoltaica. Foi um dia de muito aprendizado e nós, da Entec Solar, agradecemos a presença de cada representante e aluno.
Após a apresentação da fábrica e a explicação de cada processo de montagem, houve um diálogo sobre as possibilidades do mercado. Participaram desse diálogo todos os visitantes, o presidente da Balfar, Antônio Barbara, e o diretor da Entec, Tiago Sarneski.
Ainda há muito em que explorar no Brasil, poucas indústrias utilizam a energia solar. A maioria dos projetos estão ligados com residências ou comércios de micro geração de energia. Portanto, o mercado das indústrias tem muitas aberturas para iniciar projetos de usinas solares, que são os que movimentam uma quantidade maior de profissionais.

Sobre a fábrica

A Balfar Solar é uma empresa que foi fundada no Brasil, pioneira na fabricação de painéis fotovoltaicos e estruturas de fixação. A missão da fábrica é fornecer produtos de alta performance e contribuir de forma sustentável para geração de energia limpa.
A empresa já se tornou referência na indústria brasileira no fornecimento de produtos para geração de energia solar fotovoltaica. Tem capacidade de produzir até 1400 painéis por dia. Também, ocorre a produção de micro inversores na fábrica. Contudo, o foco é na fabricação dos painéis.
Os painéis nacionais produzidos pela Balfar têm alta eficiência. São módulos multicristalinos protegidos por um vidro temperado e duas camadas de um encapsulante (EVA), além do revestimento em TPT (backsheet) que melhora capacidade de antienvelhecimento.
As placas passam por vários processos de inspeção, câmaras de raio x para verificar o desempenho das células fotovoltaicas e, por último, regulagens para seguir as especificações do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia).
Além disso, a Balfar Solar conta com estrutura para montagem, instalação e manutenção do kit inteiro para geração de energia solar. Todos os sistemas completos contam com painéis fotovoltaicos, strings box, inversores, cabos, conectores e estruturas de fixação.

Por que conhecer o processo industrial é importante?

Aqui na Entec nós vemos o tempo todo pessoas que buscam ter autoridade no assunto quando se trata de energia solar. Nada é mais gratificante do que ter a capacidade de conduzir um projeto tomando as decisões corretas no momento certo.
Para atingir esse nível de conhecimento, é necessário estudar, sempre. Ter noção de todas as etapas de um projeto é o primeiro passo. Após isso, aprender o processo industrial fará você ter mais segurança, autonomia e argumentos.
É um processo de disciplina, que leva tempo e dedicação. Talvez, uma única visita não seja o suficiente. Você pode notar que com uma preparação antes da visita, as etapas da montagem fariam mais sentido. Por isso, conhecer o processo antes de presenciá-lo é algo que faz a diferença.
Talvez, seja necessário acompanhar o processo mais de três vezes para entender 100%. Isso não é um problema. Oportunidades de visitar uma fábrica sempre estarão surgindo. Nesse meio tempo, busque aprender o máximo, crie uma rotina de estudos. Comece com 20 minutos por dia.
Se você quer ser um profissional que demonstre excelência no seu serviço, irá precisar de conhecimento abstrato. Estudar o processo industrial é uma forma de aumentar sua base de compreensão.
Portanto, acompanhe todos os canais de informação sobre energia solar, entenda como um sistema é planejado e qual é o processo industrial da fábrica que fornece os equipamentos.
Aprender sobre esses conteúdos fará a diferença na sua carreira. Busque ser referência como profissional no setor de energia solar fotovoltaica.
Por Entec Solar

11 janeiro 2018

SINALIZAÇÃO NOS PORTOS DO PARANÁ USAM ENERGIA SOLAR PARA FUNCIONAR

Todas as baterias das lâmpadas funcionam com energia solar, o que minimiza os impactos ambientais e torna o serviço mais prático e ágil.


Indispensáveis para a aproximação de navios no período noturno, as lanternas das boias de sinalização instaladas no canal de acesso aos portos do Paraná são também exemplo de sustentabilidade.
“O Porto de Paranaguá gera a energia solar que é usada para o funcionamento das lanternas. Desta forma, ao mesmo tempo em que reduzimos a utilização de energia convencional, otimizamos o serviço e diminuímos a intervenção humana, porque as lanternas são autocarregáveis e têm apresentado alta qualidade na função de sinalização”, explica o diretor-presidente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Luiz Henrique Dividino.
A Appa mantém 63 boias ao longo do canal de navegação. Cada uma possui iluminação própria e serve como orientação aos navios que chegam ou deixam os portos, garantindo a continuidade das operações 24 horas por dia. O sistema presente em cada uma das lanternas permite captar a luz do sol do dia e transformá-la em energia para o período noturno.
Por causa da praticidade gerada pelo carregamento por energia solar, as lâmpadas não precisam ser retiradas diariamente para receber carga convencional. “A verificação ocorre apenas duas vezes por mês, o que é suficiente para identificar a durabilidade das baterias e a necessidade de troca”, conta Dividino.
Mesmo com a exposição diária e ininterrupta à água, ao sol e a outros elementos, as boias e lanternas apresentam bastante tempo de vida útil. Cada boia dura até cinco anos em condições de uso normal.

SUSTENTABILIDADE

O carregamento das lanternas por energia solar é apenas uma das diversas ações desenvolvidas pela Appa com benefícios para o meio ambiente. “Esse trabalho, somado a mais de 40 projetos ambientais da Appa atualmente, visa o desenvolvimento econômico, preservando os recursos naturais”, completou o diretor de Meio Ambiente da Appa, Bruno Guimaraes.
O Porto de Paranaguá ocupa o terceiro lugar entre os portos brasileiros no ranking do Índice de Desempenho Ambiental (IDA), avaliado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), deixando para trás a 26ª posição que ocupava até o ano de 2012.
Novas soluções sustentáveis estão surgindo, e cada vez mais as empresas estão se adaptando com as alternativas de energia renovável.

05 janeiro 2018

GERAÇÃO RESIDENCIAL DE ENERGIA SOLAR CHEGA A 16 MIL UNIDADES NO BRASIL

A geração “caseira” de energia solar virou um negócio grande no Brasil.


O número de sistemas geradores instalados em residências, comércios e indústrias vem crescendo em ritmo acelerado e já chega a 16.311 unidades capazes de gerar 182 MW – o equivalente a uma hidrelétrica de médio porte –, segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
De acordo com estudo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), o crescimento da microgeração distribuída é impulsionado por três fatores principais: a redução de mais de 75% no preço da energia solar fotovoltaica; o aumento de mais de 50% nas tarifas de energia elétrica nos últimos dois anos; e um aumento na consciência e responsabilidade socioambiental dos consumidores.
As razões do aumento do número de “prosumidores”
A expansão do número de “prosumidores” – o consumidor de energia elétrica que também é produtor de energia – ganhou força nos últimos anos.
A primeira regulação sobre a instalação de minicentrais de energia de forma não centralizada (ou seja, nas próprias unidades consumidoras de energia) foi publicada em 2012, e apenas há dois anos, em 2015, avanços na regulação do tema permitiram uma real expansão do número de unidades.
Entre esses fatores estava a possibilidade de o consumidor recolher o imposto somente sobre a energia líquida consumida, ou seja, a diferença entre o que ele produziu e entregou para a rede de distribuição e o que ele precisou receber da rede, em momentos sem sol ou de noite.
A possibilidade de guardar créditos com a energia entregue para a rede para abater na conta de luz no futuro ou de usar esses créditos na conta de luz de outras unidades geradoras também só foi pensada em 2015.
A queda nos juros de financiamento e aumento no preço da energia das distribuidoras também ajudou a tornar mais atraentes os investimentos para instalação das placas e sistemas inteligentes, com retorno do investimento mais rápido.
Mineiros e gaúchos estão na frente na produção “caseira” de energia
Dos 182 MW gerados por consumidores em todo o país atualmente, quase 40% são instalações em consumidores comerciais (2.500 unidades). A classe residencial é a segunda mais expressiva, com 30% da potencia total gerada (em 12,7 mil unidades). Outros 18% estão na indústria, e o restante se divide em instalações rurais e no poder público.
Por estado, Minas Gerais é disparado o que tem mais potencia instalada em unidades de geração distribuída, com 40,8 MW. Rio Grande do Sul é o segundo estado com maior potência (22 MW), seguido por Ceará (21 MW) e São Paulo (18 MW).
A geração distribuída (GD) ainda tem muito espaço para crescer no Brasil. O potencial técnico da geração distribuída solar fotovoltaica que já foi parcialmente mapeado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) representa mais de 164 gigawatts (GW) considerando apenas os telhados de residências.
Lei precisa ser alterada para atender ao novo momento
Mas há ainda entraves para a expansão da geração distribuída e o Ministério de Minas e Energia vem considerando mudanças na regulação desse assunto. Na reforma do setor elétrico que está sendo preparada pelo governo, são citados como novos desafios do setor os Recursos Energéticos Distribuídos (RED), que incluem a geração solar de pequena escala, armazenamento e carros elétricos.
O crescimento dessas unidades pode influenciar a formação dos custos de energia no futuro, implicando em desafios para os contratos de compra e venda de energia de longo prazo, por exemplo. Também é preciso pensar nas tarifas de transmissão e distribuição de energia.
Outro ponto importante que ainda precisa ser equacionado é a possibilidade das unidades geradoras entrarem para o mercado de venda de energia, o mercado livre.
Equilíbrio entre benefícios e obrigações

Cristopher Vlavianos, presidente da comercializadora de energia Comerc, aponta que a reforma do setor elétrico precisará pensar nesses pontos. Além disso, para expandir a geração distribuída, será preciso buscar a dosagem ideal entre incentivos e obrigações, de forma a não espantar o usuário mas também sem deixar a conta de transmissão para outros pagarem.

“Você tem um consumidor que vai colocar uma placa solar na casa dele e ele vai compensar parte de seu consumo. Mas quem está com a placa solar exportando energia de dia, de noite estará usando o fio da rede distribuidora.
Ele usa o fio da distribuidora e não está pagando. A consulta pública pensa em se ter uma tarifa binômia, para você não ter um desbalanço em relação à infraestrutura que a distribuidora investe”, afirmou.
Na tarifa binômia, a conta de luz mostra separadamente as tarifas de consumo de energia elétrica e a demanda de potência, independentemente das horas de utilização do dia. Isso perrmite cobrar mais de quem utiliza mais a rede. Como se, numa estrada, os caminhões pagassem mais pedágio que as motos.
Vlavianos também avalia que cada vez mais será uma realidade a comercialização de energia pelos “prosumidores”. Mas ele destaca que é preciso mudar três pontos na forma como se calcula os custos de energia e as tarifas.
Além de considerar a tarifa binômia, separando o custo com uso do fio e a energia, também é preciso adotar a tarifa branca (tarifas diferenciadas de consumo de energia elétrica, de acordo com as horas de utilização do dia) e conseguir computar o valor de cada fonte de energia de forma sazonal, de hora a hora, de forma a estimular o gerador que tem flexibilidade para começar a gerar e parar.
Muitas pessoas estão adaptando suas casas com energia solar.

étrica de médio porte –, segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
De acordo com estudo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), o crescimento da microgeração distribuída é impulsionado por três fatores principais: a redução de mais de 75% no preço da energia solar fotovoltaica; o aumento de mais de 50% nas tarifas de energia elétrica nos últimos dois anos; e um aumento na consciência e responsabilidade socioambiental dos consumidores.
As razões do aumento do número de “prosumidores”
A expansão do número de “prosumidores” – o consumidor de energia elétrica que também é produtor de energia – ganhou força nos últimos anos.
A primeira regulação sobre a instalação de minicentrais de energia de forma não centralizada (ou seja, nas próprias unidades consumidoras de energia) foi publicada em 2012, e apenas há dois anos, em 2015, avanços na regulação do tema permitiram uma real expansão do número de unidades.
Entre esses fatores estava a possibilidade de o consumidor recolher o imposto somente sobre a energia líquida consumida, ou seja, a diferença entre o que ele produziu e entregou para a rede de distribuição e o que ele precisou receber da rede, em momentos sem sol ou de noite.
A possibilidade de guardar créditos com a energia entregue para a rede para abater na conta de luz no futuro ou de usar esses créditos na conta de luz de outras unidades geradoras também só foi pensada em 2015.
A queda nos juros de financiamento e aumento no preço da energia das distribuidoras também ajudou a tornar mais atraentes os investimentos para instalação das placas e sistemas inteligentes, com retorno do investimento mais rápido.
Mineiros e gaúchos estão na frente na produção “caseira” de energia
Dos 182 MW gerados por consumidores em todo o país atualmente, quase 40% são instalações em consumidores comerciais (2.500 unidades). A classe residencial é a segunda mais expressiva, com 30% da potencia total gerada (em 12,7 mil unidades). Outros 18% estão na indústria, e o restante se divide em instalações rurais e no poder público.
Por estado, Minas Gerais é disparado o que tem mais potencia instalada em unidades de geração distribuída, com 40,8 MW. Rio Grande do Sul é o segundo estado com maior potência (22 MW), seguido por Ceará (21 MW) e São Paulo (18 MW).
A geração distribuída (GD) ainda tem muito espaço para crescer no Brasil. O potencial técnico da geração distribuída solar fotovoltaica que já foi parcialmente mapeado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) representa mais de 164 gigawatts (GW) considerando apenas os telhados de residências.
Lei precisa ser alterada para atender ao novo momento
Mas há ainda entraves para a expansão da geração distribuída e o Ministério de Minas e Energia vem considerando mudanças na regulação desse assunto. Na reforma do setor elétrico que está sendo preparada pelo governo, são citados como novos desafios do setor os Recursos Energéticos Distribuídos (RED), que incluem a geração solar de pequena escala, armazenamento e carros elétricos.
O crescimento dessas unidades pode influenciar a formação dos custos de energia no futuro, implicando em desafios para os contratos de compra e venda de energia de longo prazo, por exemplo. Também é preciso pensar nas tarifas de transmissão e distribuição de energia.
Outro ponto importante que ainda precisa ser equacionado é a possibilidade das unidades geradoras entrarem para o mercado de venda de energia, o mercado livre.

COMO E ONDE FINANCIAR UM SISTEMA DE ENERGIA SOLAR

Você optou por reduzir a conta de luz e encontrou no uso da energia solar a melhor opção. O único detalhe é que você não tem verba sufi...